Na Barra da Tijuca, estudantes que apoiaram Lula foram expostos, humilhados e chamados de “pobres”. Para a patrulha da mesada, opinião política agora exige comprovante de renda.
Em Goiás, o vice-presidente da OAB escreveu que, se petistas fossem enfiados num saco e jogados no rio, o prejuízo seria apenas o saco. Pediu desculpas três dias depois. Deve ter levado esse tempo para descobrir a existência dos direitos humanos.
No Rio Grande do Norte, uma jovem de 18 anos levou facadas no pescoço após comemorar a vitória de Lula. O namorado, suspeito da agressão, foi preso.
O Ministério Público do Trabalho já recebeu 3.529 denúncias de assédio eleitoral. Um projeto que alimenta pessoas vulneráveis perdeu doações. Nikolas Ferreira ironizou o episódio e, no dia seguinte, sofreu um súbito ataque de caridade cristã.
Boicotar pacificamente é direito; perseguir, ameaçar, discriminar e agredir são condutas de outra natureza, sujeitas às consequências da lei.
O bolsonarismo perdeu a Presidência; parte de seus seguidores resolveu cobrar a derrota dos eleitores de Lula.
Nas escolas, nos empregos, nas ruas e até nas relações amorosas.
Flávio fugiu para os Estados Unidos; a conta da derrota ficou para os outros pagarem.
- Julio Benchimol Pinto

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