Flávio Bolsonaro perdeu a eleição, desobedeceu a uma ordem judicial, atravessou a fronteira argentina com passaporte italiano e fugiu para Miami num jatinho de luxo.
Mas a história do avião merece atenção.
O Gulfstream G400 pertence à Baires Fly, empresa argentina citada numa investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo recursos destinados a pessoas com deficiência.
Um intermediário processado na Argentina, Sergio Mastropietro, teria utilizado faturas em nome da companhia para justificar transferências suspeitas.
Mastropietro também foi sócio de Fred Machado, acusado de narcotráfico nos Estados Unidos. A acusação de drogas foi retirada em acordo no qual Machado admitiu crimes de lavagem de dinheiro e fraude.
Portanto, seria incorreto afirmar que o proprietário do jatinho é narcotraficante, mas o que já sabemos é suficientemente escandaloso.
E há uma pergunta que exige resposta: QUEM PAGOU O JATINHO DA FUGA?
O candidato que prometia restaurar a moralidade fugiu da Justiça numa aeronave envolta em suspeitas financeiras.
Enquanto isso, seus devotos transformam fuga em heroísmo.
Passaram anos gritando pela prisão dos adversários. Agora descobriram que, para os seus, a melhor resposta à Justiça é um passaporte italiano e um Gulfstream rumo à Flórida.
- Julio Benchimol Pinto

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