Flávio Bolsonaro perdeu a eleição por 4.430.191 votos, fugiu para Miami, desobedecendo a uma ordem judicial, e de lá se autoproclamou o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”.
Em sua carta, comparou-se a Charles de Gaulle, Rui Barbosa e José Martí.
De Gaulle comandou a resistência ao nazismo; Rui Barbosa enfrentou o arbítrio; Martí lutou pela independência de Cuba.
Já Flávio enfrentou uma intimação para entregar os passaportes, e perdeu a batalha para o próprio medo.
Para dar solenidade à posse imaginária, a primeira versão da carta veio com um brasão antigo dos “Estados Unidos do Brazil”, com Z!
Aparentemente, a República de Miami também aboliu a atualização dos símbolos nacionais.
Sua tese de fraude é outra maravilha.
Alega que a prorrogação da votação roubou sua vitória. O TSE registrou 34.393 votos depois das 17h. A derrota foi de 4,43 milhões.
Para ganhar essa eleição, Flávio precisaria anular também as quatro operações da aritmética.
Agradeceu a Trump pela acolhida. O americano, porém, autorizou sua entrada, não sua posse!
Agora temos um presidente autoproclamado, com passaporte italiano, brasão aposentado, gabinete imaginário e mandato inexistente.
Fugiu do país que pretende governar e quer que o mundo reconheça a vitória que os brasileiros lhe negaram.
De Gaulle libertou a França; Flávio libertou-se da obrigação de entregar o passaporte.
- Julio Benchimol Pinto

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