Acusam Lula de falar demais do passado. O curioso é que há gente morando dentro dele.
O Minha Casa, Minha Vida começou em seu governo, em 2009, e avançou com Dilma. Esse passado tem endereço. Nele, famílias criam filhos, guardam suas coisas, fecham a porta à noite e chamam aquele lugar de casa.
Também foi com Lula que nasceu o Luz para Todos. Um interruptor parece pouca coisa a quem sempre teve eletricidade. Para quem vivia sem ela, muda a noite, a conservação dos alimentos, as possibilidades de estudar e trabalhar.
O Bolsa Família deu escala a uma escolha política: enfrentar a pobreza com renda e proteção social. Em 2014, durante o governo Dilma, o Brasil saiu do Mapa da Fome. Voltou a ele e, em 2025, saiu novamente, no terceiro governo Lula. Cada avanço precisou ser construído. O retrocesso mostrou como pode ser perdido.
Essa é a utilidade de olhar para trás: reconhecer o que mudou a vida concreta e entender o trabalho necessário para continuar.
Sempre me impressionou a facilidade com que se chama de populismo uma política que chega à mesa de uma família. Para benefícios que chegam aos de cima, o vocabulário costuma ser muito mais elegante.
Eu quero um país que tenha boas notícias para contar sobre si mesmo.
Lula tem. E há brasileiros vivendo dentro delas.
– Julio Benchimol Pinto

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