Nunes Marques: A Imparcialidade Já NÃO Convence Nem Parte Do TSE


O escândalo já não está apenas nas decisões; está na desconfiança que elas provocam dentro do próprio tribunal.


Flávio Bolsonaro pede a retirada de um jornal sindical. Nunes Marques manda suspender a circulação de 30 mil exemplares.


Flávio pede o bloqueio de um canal de WhatsApp com 3,3 milhões de inscritos. Nunes Marques determina a suspensão. Outro ministro revoga a ordem. Depois, os técnicos do TSE não encontram, nas mensagens examinadas, as falsidades apontadas.


Mas, quando CINCO ministros votam pela retirada de vídeos contra Lula, Nunes Marques interrompe o julgamento.


Para suspender, urgência; para concluir, espera.


Segundo Bela Megale, ministros do TSE e do STF já descrevem sua atuação como um “tratoraço”. A Folha também registra críticas internas e questionamentos sobre sua imparcialidade.


Nunes Marques nega favorecimento e invoca a jurisprudência.


Ótimo. Então que explique publicamente cada decisão, cada interrupção e os critérios utilizados. Sobretudo por que medidas tão drásticas foram adotadas antes da comprovação suficiente das acusações.


Jair Bolsonaro indicou Nunes Marques ao Supremo. Essa escolha não altera um milímetro das obrigações constitucionais do magistrado.


A independência judicial não se proclama; demonstra-se nas decisões, nas provas e na igualdade de tratamento.


E, quando até os próprios colegas começam a questioná-la, não é a imprensa que precisa dar explicações; é o presidente do Tribunal Superior Eleitoral.


– Julio Benchimol Pinto

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