Você Já Parou Para Pensar De Onde Vieram Muitos Dos Direitos e Politicas Públicas Que Fazem Parte Da Sua Vida?

 

Hoje quero falar de uma coisa que me causa indignação, mas principalmente quero fazer uma pergunta que talvez incomode muita gente:

Você já parou para pensar de onde vieram muitos dos direitos e políticas públicas que fazem parte da sua vida — antes de decidir quem merece ou não o seu voto?

Não estou dizendo que tudo o que a esquerda fez foi certo, nem que tudo o que a direita fez foi errado. Política séria não pode ser construída dessa maneira simplista. Mas também não podemos apagar a história para defender uma ideologia.

Você recebe 13º salário? Férias remuneradas? FGTS? Esses direitos não nasceram por acaso. O 13º salário foi instituído pela Lei nº 4.090, de 1962, e muitos direitos trabalhistas foram posteriormente incorporados e ampliados pela Constituição de 1988.

Você conhece uma pessoa com deficiência que conseguiu uma oportunidade de trabalho graças à Lei de Cotas? A legislação brasileira estabelece, desde 1991, a reserva de 2% a 5% das vagas em empresas com 100 ou mais empregados para pessoas com deficiência e beneficiários reabilitados da Previdência Social.

Você tem filho, neto, sobrinho ou conhecido estudando em escola pública e recebendo o Pé-de-Meia para permanecer no ensino médio e concluir os estudos?

Esse programa existe desde 2024, criado pela Lei nº 14.818, com o objetivo de reduzir a evasão escolar e diminuir os efeitos da desigualdade social sobre a permanência dos jovens na escola.

E aqui está o ponto que considero mais importante:

Não é necessário gostar de um partido para reconhecer a existência de uma política pública.

Você pode discordar da esquerda. Pode discordar da direita. Pode criticar governos, partidos, deputados, senadores e presidentes.

Mas existe uma diferença enorme entre discordar politicamente e desconhecer a própria história.

Antes de dizer que determinado campo político “nunca fez nada pelo povo”, talvez seja necessário pesquisar quem propôs determinada medida, quem votou contra, quem votou a favor, quando ela foi criada, quem a ampliou e quais foram seus resultados.

Porque política não deveria ser torcida de futebol.

Política mexe com o salário que entra na sua casa, com a escola dos seus filhos, com o tratamento de quem está doente, com a oportunidade de quem nasceu em situação de pobreza, com o emprego da pessoa com deficiência e com a possibilidade de um jovem continuar estudando.

E existe uma pergunta que considero impossível ignorar:

Se amanhã uma política pública da qual sua família depende fosse modificada ou retirada, você continuaria defendendo determinada posição política simplesmente porque sempre ouviu que “a esquerda é ruim” ou “a direita é ruim”?

Ou procuraria saber, com documentos, leis, números e fatos, quem criou, quem apoiou, quem modificou e quem tentou alterar aquela política?

É justamente aí que começa a consciência política.

Não é votar porque alguém gritou mais alto.

Não é votar porque alguém colocou uma bandeira na rua.

Não é votar porque alguém falou “Deus”, “família”, “pátria”, “liberdade”, “comunismo” ou qualquer outra palavra capaz de despertar emoção.

É estudar. É comparar. É conferir. É lembrar. É questionar.

E, principalmente, é ter coragem de reconhecer quando uma política pública beneficiou você ou alguém que você ama, independentemente de qual grupo político você prefere.

Eu não quero que ninguém vote em esquerda ou direita por causa deste texto.

Quero algo mais difícil:

Quero que você pense antes de votar.

Porque talvez a maior contradição da política brasileira não seja alguém mudar de opinião.

A verdadeira contradição é defender ou rejeitar um projeto político sem sequer conhecer a história dos direitos que você próprio utiliza.

Então, antes de entrar na urna, faça uma coisa simples:

Pesquise. Compare. Confira. Leia as leis. Veja os votos. Analise os resultados.

Depois disso, vote de acordo com a sua consciência.

Mas que seja uma consciência construída pelo conhecimento — e não pela propaganda, pelo medo, pelo ódio ou pela repetição de frases que alguém colocou na sua cabeça.

Se você leitor compactua com este texto compartilhe por favor 

Ass : André Luiz Thiago também conhecido por André negrão.

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