Não foi apenas Lula quem ganhou. Ganhou o Brasil que se recusou a entregar seu futuro ao medo. Ganharam a democracia, a civilidade e a vida. Derrotamos Flávio Bolsonaro. Mas seria apequenar esta noite histórica enxergar nela apenas a derrota de um candidato. Derrotamos o bolsonarismo e aquilo que constitui sua herança mais sombria: o golpismo que despreza as urnas, o autoritarismo que ameaça as instituições, o obscurantismo que hostiliza o conhecimento, o fascismo que precisa fabricar inimigos, a barbárie que banaliza a violência e a necropolítica que trata vidas humanas como descartáveis. Derrotamos também o racismo, a misoginia, a homofobia, o capacitismo e o etarismo como projetos de poder. E a boçalidade e a molecagem elevadas à condição de virtudes políticas. Trump viu frustrada a perspectiva de ampliar sua influência sobre o Brasil por meio de mais um governo aliado. E a Meta, assim como as demais big techs, recebeu das urnas um lembrete incontornável: algoritmos não possue...
Salvador, 25 de outubro. Dia de eleição, dia em que cada minuto perdido pode significar um voto que não chega à urna. O Procon-BA encontrou 252 ônibus aptos a circular, mas parados em três garagens. O prefeito Bruno Reis (União Brasil) reconheceu que 75 veículos ficaram retidos. A explicação? Adesivos eleitorais. O secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, nomeado pelo prefeito, reconheceu os transtornos e pediu desculpas. Segundo o Metrópoles, estava em Paris. Desculpas não transportam eleitores. A gravidade foi tamanha que o TRE-BA determinou a circulação integral da frota, com gratuidade, estabeleceu multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento e expediu ordem de prisão em flagrante contra o secretário. A Prefeitura afirma que normalizou o serviço. É preciso verificar quando e em que condições. Há, ainda, relatos sobre interrupção de semáforos, não confirmados independentemente. A Transalvador deve esclarecer a ocorrência e apresentar os registros técnicos. Deve haver tran...