Banco Master:A Captura Em Débito Automático
O escândalo do Banco Master não cabe na foto de um banqueiro, na biografia de um senador nem na espuma oportunista de Flávio Bolsonaro. É maior. É a radiografia de uma República capturada por instrumentos limpos demais para parecerem crime à primeira vista: contrato, parecer, consignado, fundo, banco público, previdência, emenda, gabinete, lobby, silêncio. Vorcaro não assaltou o Estado pela janela, mas pela porta giratória. O Credcesta foi o térreo da máquina: servidor, aposentado e pensionista transformados em fluxo permanente de caixa. O salário entrava; a mordida já esperava na folha. Depois vieram os andares de cima: ativos suspeitos, FGC, BRB, Rioprevidência, fundos, operadores, políticos, relações perigosamente úteis. O escândalo não é apenas o banco quebrar, mas o banco quebrar depois de ter convertido proteção pública em seguro privado, vulnerabilidade social em lucro financeiro e influência política em tecnologia de sobrevivência. Nesse quadro, Jaques Wagner não é detalh...









