O Supremo Agora Investiga O Supremo
Alexandre de Moraes foi a Fachin dizer, em juridiquês elegante, algo muito simples: André Mendonça abriu o caso Master, mas não abriu tudo. Dos 4.514 documentos dos 15 procedimentos liberados, 180 ficaram de fora. Moraes chamou isso de “escolha seletiva” e pediu duas coisas elementares: abertura integral e julgamento conjunto das duas bombas - a que envolve Vorcaro e Moraes e a que reúne graves acusações, ainda não julgadas, contra a atuação de Mendonça. Fachin reagiu: deu 24 horas para o restante aparecer, preservando apenas o que realmente precise continuar sigiloso. É quase cômico, se não fosse gravíssimo. Chegamos ao ponto em que, no topo do Judiciário, ministros discutem não apenas quem investiga quem, mas quem escolheu quais documentos os outros ministros poderiam ver. Aqui não cabe torcida. Como já disse e redisse, se há suspeita sobre Moraes, investigue-se Moraes; se há suspeita sobre Mendonça, investigue-se Mendonça - mesmo padrão, Plenário, acesso integral aos autos, de...









