Paulo Figueiredo Resolveu Atacar Jornalísticas Chamando Mulheres de "Putas"
Há quem imagine que o bolsonarismo seja um movimento político. Às vezes parece mais um teste de resistência do esgoto. Paulo Figueiredo resolveu atacar jornalistas chamando mulheres de “putas”, transformou Míriam Leitão em alvo de humilhação sexual e ressuscitou a infame frase de que ela “não merece ser estuprada”. Não foi um deslize; foi um roteiro. Eis o detalhe que torna tudo ainda mais abjeto: Míriam Leitão foi presa, torturada pela ditadura militar aos 19 anos, grávida, espancada e colocada numa cela com uma cobra. O neto de um dos generais daquele regime agora escolhe justamente essa mulher para fazer piada com estupro. Não há coincidência aí; há simbolismo. Isso já nem é debate político; é uma estratégia de degradação da vida pública. Quando faltam argumentos, entram a misoginia, a crueldade e a pornografia verbal. O objetivo não é convencer ninguém, mas produzir indignação, viralizar e manter a militância permanentemente intoxicada. Do ponto de vista jurídico, o terreno é ...









