Na Politica, Perder é Ruim, Mas Perder Sem Saber Que já Tinha Perdido é muito Pior
A cena do abraço entre Davi Alcolumbre e Jaques Wagner, logo depois da derrota de Jorge Messias no Senado, vale mais do que muitos discursos oficiais. Messias não caiu por acidente, mas sim por contagem, articulação, ressentimento e poder. O placar, 42 a 34, foi devastador. Faltaram votos ao governo, e sobraram sinais de que o Senado já tinha decidido mostrar a Lula quem manda naquele território. O detalhe mais cruel é que Alcolumbre, antes do resultado, teria dito a Wagner que Messias perderia por oito. Perdeu exatamente por oito. Em votação secreta, isso não é palpite; é mapa, controle, política mostrando a planilha antes do velório. E aí vem a imagem: o presidente do Senado, que sabia o tamanho da derrota, abraçado ao líder do governo, que dizia esperar vitória. Quase uma pintura barroca da política brasileira: o algoz sorrindo, o aliado anestesiado, o indicado derrotado e o Planalto procurando culpados entre os próprios escombros. A rejeição de Messias foi histórica. A p...









