O Evangelho Segundo Santo André
André Mendonça chegou ao STF apresentado por Bolsonaro como o ministro “terrivelmente evangélico”. Talvez tenha ocorrido um pequeno erro de tradução: era terrivelmente conveniente. Quando o assunto é 8 de Janeiro, Mendonça descobre garantias, limites, dúvidas, cautelas e insuficiências probatórias com a delicadeza de um joalheiro: votou pela absolvição de réus; contestou a tese de golpe de Estado. Foi o único ministro a aceitar o argumento de Bolsonaro para afastar Alexandre de Moraes de investigações sobre a tentativa de golpe. Defendeu a validade da graça presidencial concedida por Bolsonaro a Daniel Silveira. No TSE, decisões suas já beneficiaram Flávio Bolsonaro contra conteúdos eleitorais - algumas juridicamente defensáveis, registre-se. Até aí, poderíamos chamar tudo de garantismo. Eis que aparece Lulinha. A Procuradoria-Geral da República diz: não há autoridade com foro envolvida; mande-se o caso para a primeira instância. Mendonça prefere mantê-lo no STF. Milagre! O homem...









