Deus Chamou, Bolsonaro Nomeou, O Povo Não Atendeu
Começou a campanha de 2026 e o bolsonarismo resolveu transformar a eleição numa mistura de culto, capitania hereditária e franquia de shopping. Em Roraima, Hélio Lopes - agora Hélio Bolsonaro, embora não seja Bolsonaro - estreou sua candidatura ao Senado diante de cerca de 30 pessoas. A explicação foi celestial: “Deus me mandou para cá.” Segundo Hélio, Deus teria tocado o coração de Bolsonaro, Bolsonaro escolheu Hélio e Hélio atravessou o Brasil para salvar Roraima. Só esqueceram de avisar Roraima. Em Santa Catarina, Carlos Bolsonaro, vereador carioca durante décadas, desembarcou candidato ao Senado. O bolsonarismo, sempre tão preocupado com “gente da terra”, resolveu que catarinense mesmo é um carioca suficientemente filho do Jair. Jair Renan também concorre por lá. Nome de urna? Jair Bolsonaro. Por que desperdiçar um sobrenome eleitoral perfeitamente utilizável? Em Brasília, Michelle anunciou sua candidatura ao Senado como “missão que meu marido me confiou”. Democracia represen...









