Uma Tragédia Anunciada
O corpo da farmacêutica Júlia Gabriela Bravin Trovão, de 29 anos, foi enterrado em Botucatu.
Júlia buscou ajuda repetidas vezes. Ao longo dos anos, ela registrou dez boletins de ocorrência contra o ex-companheiro, Diego Sansalone, de 38 anos, relatando ameaçãs, injúriãs, difamação, danos e descumprimentos ligados à guarda do filho.
Ela também solicitou três medidas protetivas — apenas uma foi concedida, por 90 dias, ainda em 2022. Dois pedidos recentes foram negados, inclusive o feito na sexta-feira (20/2), um dia antes do crime.
O crime aconteceu aconteceu na noite de sábado (21/2), na Avenida Cecília Lourenção, no Residencial Ouro Verde. Júlia estava dentro de um carro ao lado do atual companheiro, Diego Felipe Corrêa da Silva, de 34 anos, acompanhados por duas crianças: o filho dela, de 8 anos, e a filha dele, de 7.
Segundo a polícia, o ex-companheiro surpreendeu o veículo e efetuou vários disparos contra os ocupantes.
Diego Felipe morreu ainda no local. Júlia foi socorrida em estado gravíssimo e permaneceu internada por três dias no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, mas não resistiu aos ferimentos, falecendo na terça-feira (24/2).
As crianças sobreviveram. A menina sofreu apenas ferimentos leves após uma colisão provocada durante o ataque.
Foto: Policia Civil/ DivulgaçaoApós os tiros, fugiu levando o filho de Júlia, sendo localizado e preso no domingo (22/2), em uma estrada rural entre Botucatu e Pardinho (SP). Segundo a polícia, ele não apresentou resistência e confirmou a autoria.
Na casa dele, no bairro Recanto Azul, peritos encontraram uma caixa de pistola calibre 9 mm aberta, com estojos deflagrados.
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O caso, inicialmente tratado como homicídio qualificado, tentativa de feminicídio, tentativa de homicídio contra menores e sequestro, passou a ser investigado como feminicídio consumado após a morte de Júlia.
Ela denunciou. Pediu proteção. Avisou do perigo.
Mesmo assim, não foi suficiente
Estarei publicando vários casos de feminicidíos no Brasil. Pois a cada dia vem aumentando o numero de mulheres mortas.
Denise Machado





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