A Maior Fraude Ideológica do Brasil
A maior fraude ideológica do Brasil não é o comunismo; é a direita que vive do Estado enquanto xinga o Estado.
Olhe a planilha da monarquia:
Jair Bolsonaro: não recebe mais do PL - cortaram. Mas segue com duas tetas públicas bem generosas: aposentadoria de deputado (~40 mil) + aposentadoria militar (~10–12 mil). Algo perto de 50 mil por mês. Sem trabalhar. Estado puro.
Michelle Bolsonaro: sem mandato, ~40 mil do PL Mulher. Fundo partidário. Dinheiro público. Estado gourmet.
Carlos Bolsonaro: largou o cargo e caiu direto na folha do partido. ~30 mil. Fundo partidário. Estado terceirizado.
Flávio Bolsonaro: senador. ~40 mil. Estado clássico.
Jair Renan: vereador. ~10–15 mil. Estado municipal, versão pocket.
Eduardo Bolsonaro: perdeu o mandato. Esse, por enquanto, saiu da folha.
Total da família? Algo entre 160 e 200 mil por mês vindos do Estado - direto ou via partido (que também é abastecido por dinheiro público).
Tudo legal.
Agora vem o show.
São os mesmos que chamam pobre de dependente, que demonizam Bolsa Família, que falam em “parasitas do Estado”. Parasita é sempre o outro. Quando é na própria conta, vira “mérito”, “história”, “direito adquirido”.
E sobre o patrimônio?
Não há condenação definitiva dizendo que é incompatível com a renda, mas também não faltaram investigações, relatórios e histórias mal explicadas - rachadinhas incluídas - que nunca deixaram o tema morrer. Não é prova fechada, mas também não é vida franciscana.
Resumo da ópera: Estado mínimo no discurso, Estado máximo no contracheque; e o contribuinte… financiando a revolta contra si mesmo.
Julio Benchimol Pinto



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