Não Estou Lhe Pedindo Amor Por Lula;estou lhe pedindo horror á barbárie
Estou lhe pedindo que se lembre do que fizeram com o Brasil quando tiveram poder nas mãos: transformaram mentira em método, ódio em linguagem, ignorância em programa de governo, grosseria em identidade moral. Atacaram urnas, atacaram tribunais, atacaram jornalistas, atacaram professores, atacaram a ciência, atacaram a ideia mesma de verdade.
Fizeram da política um curral de fanatismo, da pátria um disfarce, da bandeira um pano para encobrir golpismo, misoginia, racismo, homofobia, devastação ambiental, desmonte da saúde, desprezo pela educação pública, crueldade contra os pobres e servilismo diante dos poderosos.
Humilharam mulheres, insultaram negros, transformaram gays em alvo; trataram indígenas como obstáculo, a floresta como saque, a morte como detalhe.
E quando o país sofreu, quando faltou ar, cuidado, vacina, decência, luto, eles não ofereceram grandeza, mas deboche; não ofereceram liderança, mas delírio; não ofereceram ordem, mas caos.
Eu não lhe peço entusiasmo; peço limite.
Você pode não gostar de Lula; pode criticá-lo, achá-lo aquém, votar com a mão sem alegria.
Mas há horas em que a urna não nos pergunta quem nos encanta, mas apenas se ainda sabemos distinguir civilização de barbárie.
Esta é uma dessas horas.
Vote contra o golpismo, contra a seita da violência, contra os que corroem instituições, envenenam a convivência e flertam com a treva como quem flerta com um brinquedo.
Um país sobrevive a governos ruins, mas às vezes não sobrevive ao prazer político de destruir tudo.
Não estou lhe pedindo paixão; estou lhe implorando lucidez.
Julio Benchimol Pinto



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