Banquete Cultural Celebra As Historias de Ubatà E Homenageia Wesley Faustino E Elenilda Brandão
Poesia como entrada, histórias como prato principal e memórias como sobremesa. Na quadra poliesportiva Cosme Pereira da Escola Municipal Deraldo Passos, em Ubatã, o Banquete Cultural ofereceu um alimento que permanece depois que a mesa é recolhida: o encontro com os livros, a imaginação e as histórias da própria terra. A atividade marcou a culminância do Projeto Fome de Leitura, com o Banquete Cultural dedicado ao tema “Alimentando a alma com as histórias da nossa terra”.
A proposta aproximou o incentivo à leitura da valorização da identidade ubatense. Entre palavras, movimentos e encenações, os estudantes assumiram o protagonismo de uma programação que apresentou a literatura como parte da vida da comunidade — presente nas escolas, nas ruas, nas lembranças dos mais velhos e na produção de seus escritores.
A celebração da cidade teve espaço na apresentação coreografada do Hino de Ubatã. O momento dialogou com o sentido do encontro de reconhecer o lugar onde se vive também como fonte de conhecimento, inspiração e pertencimento. Ler as histórias de uma cidade é descobrir personagens e acontecimentos que ajudam a compreender a própria trajetória.
Nesse diálogo entre educação e memória, o Banquete Cultural homenageou Wesley Faustino e Elenilda Brandão. Os dois escritores foram reconhecidos pela contribuição à preservação da história e da identidade local, transformando lembranças e experiências da comunidade em páginas que podem alcançar novas gerações.
O texto de apresentação da homenagem destacou esse papel: “Nossa cidade tem guardiões da memória”. O reconhecimento aproximou os estudantes de autores ligados à sua terra e reforçou uma ideia que atravessou o evento: a literatura também nasce perto de casa, da observação do cotidiano, da escuta e do compromisso de registrar aquilo que merece permanecer.
A cultura popular ganhou voz com a declamação de cordel, valorizando a oralidade e a força da poesia. Uma coreografia inspirada no livro como caminho para outros mundos levou essa mesma proposta à linguagem corporal.
No teatro, os alunos apresentaram uma imersão entre o universo do livro e o do celular, levando ao palco uma reflexão sobre a leitura e sua relação com as telas no cotidiano, temas de livros da professora, doutora Elenilda Brandão. A encenação aproximou o tema das experiências dos estudantes e convidou o público a pensar sobre a atenção, a imaginação e as diferentes formas de acessar histórias e conhecimento. As diferentes linguagens compuseram um encontro em que ler ultrapassou o gesto de acompanhar palavras no papel. A leitura apareceu também como possibilidade de interpretar o mundo, despertar sonhos e reconhecer as raízes culturais de uma comunidade.
No encerramento, a imagem da mesa posta retornou como convite à continuidade. Cada livro oferece um encontro, cada história amplia o olhar e cada palavra pode lançar uma semente. Ao reunir estudantes, literatura e memória local, o Projeto Fome de Leitura fez da escola um espaço de celebração da cultura de Ubatã — e de descoberta das histórias que seus jovens também poderão escrever.
Crédito: Ubatà Notícias








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