Até O Fascismo Deles Já Vem Com Filtro De Campanha
O PL publicou uma peça de Flávio Bolsonaro com estética de propaganda de Mussolini.
Depois apagou, pediu desculpas, disse que foi “coincidência”.
Claro, e um assalto a banco pode ser apenas uma performance sobre circulação de renda.
Quando a extrema direita brasileira flerta com símbolos fascistas, nunca é fascismo: é mal-entendido, excesso de criatividade, referência gráfica da “antiguidade”, obra do estagiário, culpa do algoritmo, mercúrio retrógrado.
O curioso é que a “coincidência” sempre aponta para o mesmo lugar: culto ao chefe, tropa, obediência, histeria coletiva e adoração do poder.
Ninguém tropeça em Mussolini por acaso, ainda mais em plena campanha, ainda mais chamando isso de mobilização - o nome disso é sintoma.
Sintoma de uma direita que sonha com a força, despreza a democracia e depois corre para a nota oficial fingindo espanto.
Apagaram o post, mas confirmaram o retrato.
Porque o problema nunca foi apenas a imagem; foi o reflexo.
- Julio Benchimol Pinto



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