O sol peneirou as flores do campo
e as fez colorir o entorno do brejo.
Gotejaram sobre elas as águas do Tejo
e, à margem do rio, um pato branco.
O menino que espiava já não o vejo;
ficou na infância, a lembrar-se do rio.
Sequer colheu as flores, e nem viu
o tempo passar, veloz como um beijo.
A noite engoliu o sol e expeliu a manhã,
suturando-a com raios de lã
que se enrolaram ao dia.
E, no espaço dourado deste artesão,
foi que pousei a minha mão,
repleta de fantasia.
#artesão
#tejo
#poesia
Achel Tinoco

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