A campanha de Flávio Bolsonaro pagou R$ 600 mil à Elytron, empresa associada, segundo investigação do Intercept Brasil, à oferta de tecnologias para fabricar perfis falsos, espalhar desinformação e manipular eleitores.
A empresa garante que prestou apenas serviços defensivos de cibersegurança. A campanha confirma.
Maravilha! Então apresentem os contratos, os relatórios e os serviços efetivamente entregues.
Porque há uma diferença monumental entre proteger computadores contra invasores e invadir a consciência dos eleitores com mentiras industrializadas.
Não existe, até agora, prova de que a campanha tenha utilizado essa tecnologia de manipulação. Existe, porém, uma pergunta de R$ 600 mil que exige resposta.
Afinal, contrataram segurança digital ou uma fábrica de fantasmas eleitorais?
O pai tentou desacreditar as urnas; o filho precisa esclarecer essa contratação antes que os brasileiros depositem seus votos nelas.
O perigo da inteligência artificial não é a máquina começar a pensar como gente, mas alguém conseguir fazer milhões de pessoas pensarem como a máquina mandou.
A democracia não pode ser decidida por eleitores que não existem, manipulando eleitores que existem.
– Julio Benchimol Pinto

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