Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, deixou o Brasil enquanto é investigado pela Polícia Federal no escândalo dos descontos ilegais nas aposentadorias do INSS.
Segundo o Metrópoles, a viagem acendeu o alerta dos investigadores.
Willer afirma que viajou com a mulher e os filhos. Não havia ordem judicial impedindo sua saída. Portanto, não é correto chamá-lo de foragido.
Mas o problema está longe de ser uma simples passagem aérea.
Flávio Bolsonaro também é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas ao advogado. Reportagens revelaram que o candidato à Presidência figurava como “usuário master” ou principal de uma conta bancária ligada a uma empresa de Willer. Os dois chegaram a viajar juntos em jatinho particular.
Uma amizade e tanto, daquelas que compartilham aviões, negócios sob suspeita e, agora, páginas de inquéritos policiais.
Naturalmente, ninguém é culpado por viajar, ter amigos ou ser investigado, mas quem pretende governar 215 milhões de brasileiros precisa explicar suas relações financeiras com personagens envolvidos em investigações dessa gravidade.
Enquanto aposentados procuram saber para onde foi seu dinheiro, a Polícia Federal procura esclarecer para onde ele circulou. E um dos personagens resolveu circular também.
O PASSAPORTE DE WILLER NÃO PROVA UM CRIME, MAS AS PERGUNTAS SOBRE FLÁVIO BOLSONARO NÃO PODEM EMBARCAR PARA O ESQUECIMENTO.
– Julio Benchimol Pinto

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