O candidato que promete administrar o Brasil ainda precisa explicar por que tinha acesso privilegiado à conta bancária de uma empresa ligada ao milionário negócio das apostas.
Segundo a revista piauí, Flávio Bolsonaro era um dos dois únicos usuários máster de uma conta da Alcazar, vinculada ao grupo da Best Bet. O outro era seu amigo Willer Tomaz. Ambos podiam administrar acessos e autorizar operações financeiras.
A Polícia Federal pediu ao STF que investigue se Flávio era sócio oculto da casa de apostas. O senador nega o vínculo bancário.
E quem é Willer Tomaz?
O maior apostador do Brasil em 2025, segundo o Ministério da Fazenda: R$ 5 BILHÕES movimentados em apostas, incluindo reapostas. A Receita Federal encontrou indícios de lavagem de dinheiro em contas de apostas vinculadas a ele.
Mas o espetáculo financeiro não termina aí.
O escritório de advocacia de Flávio emitiu R$ 13,7 MILHÕES em notas fiscais durante seu mandato de senador. Na maioria, a descrição dos serviços cabe em duas palavras: “assessoria jurídica”.
Desse montante, R$ 4 milhões vieram do escritório de Edvaldo Nilo. Pouco depois, Flávio participou da votação secreta que reconduziu Nilo ao Conselho Nacional do Ministério Público.
Quatro milhões, duas notas fiscais, uma votação e explicações que continuam fazendo falta.
A jornalista Flávia Tavares identificou o fenômeno: o “Teflon do antilulismo” - nada parece grudar em Flávio Bolsonaro.
Mas Teflon é revestimento de frigideira; não é certificado de idoneidade.
O mais espantoso é que um homem cercado por tantas perguntas sobre suas relações financeiras esteja a poucos dias de uma eleição presidencial sem prestar esclarecimentos convincentes.
Quem pretende receber as chaves da República precisa primeiro abrir as próprias contas ao escrutínio público.
O BRASIL NÃO É UMA BET, E A PRESIDÊNCIA NÃO PODE SER O PRÊMIO DE UMA APOSTA NAS TREVAS.
— Julio Benchimol Pinto

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