A aprovação de Donald Trump despencou para 33%. Há pesquisa ainda pior: 31%.
O trumpismo vendeu a imagem da força, da prosperidade, da ordem, da grandeza restaurada, mas a vida real é cruel com a propaganda. Quando sobe o custo de vida, quando a gasolina pesa, quando a arrogância cansa e quando o poder começa a cheirar a privilégio, o marketing patriótico perde brilho.
Autoritarismo faz barulho; competência, não.
Trump continua com uma base fanática, mas já não consegue convencer com a mesma facilidade os eleitores independentes, os moderados, os cansados, os que ainda distinguem grito de resultado. E é aí que projetos desse tipo começam a apodrecer: não quando perdem os devotos, mas quando perdem o país normal.
Há uma lição importante para o Brasil.
Toda extrema direita adora posar de destino histórico, toda extrema direita diz que veio para salvar a pátria, toda extrema direita se vende como força inevitável - até que a realidade cobra o recibo.
No fim, sobra o essencial: inflação, desgaste, mentira, culto à personalidade e uma conta alta demais para ser paga pelo povo.
O trumpismo está mostrando, nos Estados Unidos, o que o bolsonarismo tenta esconder no Brasil: por trás da pose viril e da encenação de autoridade, muitas vezes há só incompetência ruidosa, ressentimento organizado e ambição disfarçada de salvação nacional.
– Julio Benchimol Pinto

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