Na segunda-feira (26) a deputada estadual Índia Armelau (PL), reeleita como a parlamentar mais votada do Rio de Janeiro nas eleições de 2026, publicou nas redes sociais uma sugestão para que empresários demitam funcionários que apoiaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em publicação nos Stories do Instagram, a parlamentar orientou os empregadores a checarem os perfis dos trabalhadores e argumentou contra a manutenção de eleitores do PT no quadro de funcionários:
― "Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez ‘L’. Acho que não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários", escreveu a deputada.
Aliada política do candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) — de quem defendeu a iniciativa de questionar o resultado das urnas —, a parlamentar Manaauara obteve mais de 248 mil votos no pleito de 2026, garantindo seu segundo mandato na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
IMPLICAÇÕES JURÍDICAS E ASSÉDIO ELEITORAL
A declaração da deputada acendeu debates jurídicos sobre assédio político e discriminação no ambiente de trabalho:
Legislação Trabalhista (Lei 9.029/1995): Proíbe expressamente a adoção de qualquer prática discriminatória e limitativa para efeito de acesso à relação de trabalho ou de sua manutenção, por motivos de sexo, origem, raça, estado civil, religião ou opinião política.
Entendimento do MPT: O Ministério Público do Trabalho reitera que ameaças, constrangimentos ou retaliações motivadas por convicções políticas dos trabalhadores configuram assédio eleitoral, violação da liberdade de expressão e abuso do poder diretivo patronal.
Denise Machado

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