O Milagre Da Multiplicação Dos Bolsonaros

 


Esqueçam Caná. O milagre econômico agora acontece em Balneário Camboriú.

Jair Renan Bolsonaro, o 04, declarou ao TSE R$ 42 mil em 2024. Dois anos depois, chegou a R$ 187 mil. Crescimento de 345%. 


Se o PIB brasileiro crescesse como patrimônio de Bolsonaro, a Suíça estaria pedindo Bolsa Família.


Mas o menino apenas honra a tradição doméstica. A árvore genealógica dos Bolsonaro parece ter sido adubada com juros compostos.


Carlos saiu de R$ 260 mil para R$ 1,98 milhão declarados em 2024 (+663%). Eduardo foi de cerca de R$ 205 mil em 2014 para R$ 1,76 milhão em 2022 (+759%). Flávio construiu uma trajetória patrimonial suficientemente movimentada para transformar cartório de imóveis em literatura de suspense (R$ 691 mil → R$ 1,74 milhão: +152%). E Jair pai, muito antes de virar presidente, também conheceu dias felizes na coluna “bens e direitos” (R$ 826 mil → R$ 2,08 milhões em quatro anos: +151%).


E atenção: os números acima são só os bens que eles próprios declararam à Justiça Eleitoral nas respectivas eleições - fotografias patrimoniais de anos diferentes, em valores nominais.


Calma, patriotas: crescer patrimônio não é crime. Graças a Deus e ao Código Penal, enriquecer ainda não dá cadeia.


O fascinante é a coincidência. Uma família que passou décadas fazendo carreira no serviço público conseguiu produzir uma dinastia política na qual mandato, sobrenome e patrimônio parecem cultivar uma relação de extraordinária fertilidade.


Agora chega Jair Renan, recém-eleito vereador, candidato a deputado federal, carregando o sobrenome do pai até no nome de urna e apresentando crescimento patrimonial de 345% em dois anos.


O garoto promete. Daqui a pouco Paulo Guedes vai descobrir que passou quatro anos procurando o liberalismo no lugar errado. O verdadeiro Posto Ipiranga era a família Bolsonaro.


- Julio Benchimol Pinto

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