Advogada Assassinada Em Maceió
A advogada Ana Walesca do Nascimento Gomes, de 34 anos, saiu de casa no fim da tarde de 18 de agosto de 2026 para passear com o cachorro no Avenida Cachoeira do Meirim, Benedito Bentes, em Maceió, quando dois homens chegaram em uma motocicleta. O garupa desceu e começou a atirar contra ela.
Ana tentou fugir, mas o criminoso continuou atrás dela.
O que parecia ser uma execução planejada escondia uma informação ainda mais perturbadora: segundo a Polícia Civil, Ana nem sequer era a mulher que os criminosos deveriam matar.
A investigação aponta que o alvo original era outra mulher, ligada ao tráfico de drogas e que teria causado prejuízos a integrantes de uma facção criminosa. A ordem para a execução teria partido de uma liderança conhecida como “Rafinha 99”, que estaria no Rio de Janeiro. A advogada teria sido confundida com essa mulher
Mas a brutalidade não terminou quando os criminosos perceberam o erro.
Segundo a investigação, o próprio mandante acompanhava a execução por videochamada.
O primeiro disparo atingiu Ana pelas costas. Ela tentou correr, mas, durante uma videochamada, o próprio mandante teria avisado aos executores que eles haviam atingido a pessoa errada.
Ainda assim, o atirador continuou perseguindo e disparando contra ela.
Ana foi atingida por pelo menos três tiros, principalmente nas regiões da cabeça e do tórax. Em determinado momento, o criminoso teria se aproximado dela e efetuado outro disparo, que atingiu sua cabeça.
Ou seja: segundo a versão apresentada pela Polícia Civil, eles descobriram que Ana não era o alvo e, ainda assim, decidiram terminar a execução.
Ela foi socorrida inicialmente para uma UPA e depois transferida para o Hospital Geral do Estado, mas não resistiu aos ferimentos.
Eldes Michael de Melo Gomes, de 24 anos, seria o responsável pelos disparos. Ele morreu durante um confronto com policiais na operação realizada para localizar os envolvidos. Ele já tinha antecedentes por porte ilegal de arma e receptação.
O condutor da motocicleta foi preso e, segundo a investigação, teria contado aos policiais detalhes da execução e da videochamada com o suposto mandante.
Uma motocicleta também foi apreendida e os celulares dos envolvidos passaram a ser analisados pelos investigadores.
Ana era advogada e trabalhava principalmente na área criminal. Por isso, outras possibilidades chegaram a ser investigadas, incluindo uma eventual relação entre o assassinato e sua profissão ou o fato de ela ser filha de um policial civil.
Denise Machado




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