Vorcarão

 

Zema chamou o pedido de dinheiro de Flávio Bolsonaro a Vorcaro de “imperdoável”. Caiado cobrou “clareza”. Eduardo Bolsonaro reagiu dizendo que o pai de Vorcaro doou R$ 1 milhão ao Novo em Minas. Flávio jura que era só patrocínio privado para filme privado sobre o próprio pai. A produtora diz que não recebeu um centavo. E a PF agora apura se o dinheiro do Pangaré das Trevas não foi pastar nos Estados Unidos, onde Eduardo vive seu exílio patriótico de shopping center.


É lindo.


A extrema direita passou anos vendendo escândalo dos outros no aumentativo: Mensalão, Petrolão, Fundão. Tudo era prova definitiva da degeneração nacional.


Agora que aparece Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro ao banqueiro, Ciro Nogueira citado como teúdo e manteúdo, Eduardo Bolsonaro no radar americano da PF e a direita se acusando mutuamente de receber dinheiro ligado ao mesmo entorno, querem chamar de “ruído”, “episódio”, “desgaste”.


Não. Por uma questão elementar de isonomia escandalógica, isto aqui agora se chama "Vorcarão".


E o melhor é que eles estão fazendo o serviço sozinhos. A esquerda só precisa sentar, pedir pipoca e assistir à tropa da moralidade cristã disputar quem caiu primeiro no colo do banqueiro.


Julio Benchimol Pinto

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