O Bolsonarismo Acaba de Descobir Uma Nova Função Social Para o FGTS
O bolsonarismo acaba de descobrir uma nova função social para o FGTS: não é moradia, não é proteção contra desemprego, não é amparo ao trabalhador em situação difícil; é financiamento da fantasia armada.
O deputado Marcos Pollon, do PL de Mato Grosso do Sul, apresentou o PL 3.824/2025 para permitir saque do FGTS na compra de arma de fogo. O relator é Paulo Bilynskyj, também do PL, que deu parecer favorável. A proposta está na Comissão de Segurança Pública da Câmara. Tudo muito técnico, claro. Técnico como um churrasco com lança-chamas.
Pollon é o militante armamentista institucionalizado que recentemente teve suspensão de mandato aprovada no Conselho de Ética por causa da ocupação do plenário da Câmara. Bilynskyj é o delegado-influencer cercado por uma ficha pública rumorosa, incluindo o caso gravíssimo da morte de sua então namorada, arquivado pela Justiça, mas marcado por dúvidas e controvérsias jornalísticas.
E essa dupla agora quer converter a poupança compulsória do trabalhador em vale-armamento.
É a política pública bolsonarista em sua forma mais cristalina: falta emprego? Compre uma arma. Falta casa? Compre uma arma. Falta salário? Compre uma arma. Falta Estado? Compre uma arma. Falta juízo? Aí já é pré-requisito.
No país em que milhões precisam do FGTS para sobreviver, os patriotas do coldre querem transformar proteção social em cupom de munição.
Depois reclamam quando alguém diz que a extrema direita não tem projeto de país. Tem, sim: trocar cidadania por paranoia, política social por fetiche bélico e trabalhador por figurante de clube de tiro.
O Brasil real pede segurança, renda, escola, saúde e moradia. Eles entregam bangue-bangue com dinheiro do trabalhador.
Julio Benchimol Pinto



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