Quem Quiser Torcida, Procure Um Estádio. Eu Prefiro Seguir O Rastro do Dinheiro

Atendendo a insistentes pedidos dos que acham que estou favorecendo este ou aquele campo, faço o que deveria ser desnecessário: listar os que comprovadamente apareceram como recebedores de dinheiro de Vorcaro, com valores e vínculos.

Em ordem decrescente:

 • Viviane Barci de Moraes - cerca de R$ 80,2 milhões. Advogada, esposa de Alexandre de Moraes.

 • Grupo Massa - R$ 24 milhões. Empresas ligadas à família de Ratinho e Ratinho Jr., do PSD.

 • Henrique Meirelles - cerca de R$ 18,4 milhões. Ex-presidente do Banco Central de Lula e ex-ministro da Fazenda de Temer.

 • Marconi Perillo - R$ 14,5 milhões. PSDB.

 • Guido Mantega - R$ 14 milhões. PT.

 • Empresa ligada à nora de Jaques Wagner - R$ 12 milhões. Vínculo familiar com um dos principais nomes do PT.

 • Michel Temer - cerca de R$ 10 milhões. MDB.

 • Antônio Rueda - cerca de R$ 6,4 milhões. Presidente do União Brasil.

 • Ronaldo Bento - cerca de R$ 6,2 milhões. Ex-ministro de Bolsonaro.

 • Ricardo Lewandowski/escritório ligado à família - cerca de R$ 5,93 milhões. Ex-STF e ex-ministro da Justiça de Lula.

 • ACM Neto - cerca de R$ 5,45 milhões. União Brasil.

 • André Valadão/Amando Vidas - cerca de R$ 3,9 milhões. Forte trânsito no meio evangélico e bolsonarista.

 • Fabio Wajngarten - cerca de R$ 3,8 milhões. Ex-Secom de Bolsonaro e ligado ao PL/bolsonarismo.


Deu para captar?


A lista passeia pelo entorno do STF, PSD, PSDB, PT, MDB, União Brasil, bolsonarismo e circuito dos grandes operadores de influência de Brasília. Vorcaro não escolheu um campo; escolheu todos os campos úteis.


Feito esse esclarecimento, deixo outro: diante do cenário atual, vou votar no Lula. Não porque ache seu campo puro. A própria lista acima ridiculariza essa fantasia. Vou votar nele porque, entre os nomes viáveis, é o único que ainda me parece ter algum compromisso com a democracia formal e substantiva.


Uma coisa não apaga a outra. A lista continua sendo a lista. O dinheiro continua tendo circulado. E meu voto continua sendo uma escolha política, não um certificado de pureza para ninguém.


Julio Benchimol Pinto

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