Esdras Jônatas Foi Preso Nos Estados Unidos
Não estamos falando de um anônimo perdido na imigração, mas de um dos nomes ligados ao golpismo mineiro depois da eleição de 2022, líder de acampamento em porta de quartel, multado em R$ 100 mil, com passaporte cancelado, contas bloqueadas e mandado de prisão em aberto no Brasil.
E onde esse patriota de aluguel foi parar? Na Flórida. Sempre a Flórida, esse puxadinho tropical do bolsonarismo derrotado, onde fugitivo vira exilado, covarde vira perseguido político e picareta aprende a pronunciar freedom com sotaque de live.
O mesmo Esdras já tinha aparecido choramingando por ajuda de Eduardo Bolsonaro. A cena era perfeita demais para ser inventada: o valentão da arruaça patriótica reduzido a pedinte sentimental do clã que ajudou a intoxicar o país. Essa gente passa anos berrando Brasil acima de tudo e termina implorando amparo em território americano. É o nacionalismo de aeroporto.
O detalhe mais revelador é que nada disso é desvio de rota, mas roteiro: o bolsonarismo fabrica heróis de Telegram e exporta frouxos para a Flórida, produz delinquência política no Brasil e terceiriza o desfecho para os Estados Unidos, vende coragem em reais e entrega chororô em dólares.
No fim, sobra a fotografia moral do movimento: uma horda que sequestrou bandeira, hino, quartel e Bíblia para posar de redentora da pátria, mas que corre para o exterior quando a conta chega. Era amor ao Brasil até aparecer a possibilidade de responder por seus atos no próprio Brasil.
Julio Benchimol Pinto



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