Poema Futuro
Qual futuro haverá no amanhã,
se não o desenrolar do rolo de lã,
muitas vezes partido ao meio?
É um emaranhado de outro tecido,
a coser as vagas do desconhecido,
onde a esperança é o esteio.
As naus vão-se ao mar tenebroso,
e o vento as intercepta, nervoso,
como se pedagiasse o horizonte.
A terra, ao longe, já não se avista,
mas há de tranquilizar o artista:
"A este bordo está um monte..."
A viagem é um navegar porto afora:
uns que vêm, outros vão embora,
como para renovar a esperança.
Nasce uma aurora bela e florida,
e abrimos os olhos à própria vida,
posto que o futuro é uma criança.
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Achel Tinoco



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