Carlos Bolsonaro Resolveu Fazer Turismo Eleitoral em Santa Catarina
Carlos Bolsonaro resolveu fazer turismo eleitoral em Santa Catarina e descobriu que nem toda fantasia de colono rende matrícula automática no Senado.
A AtlasIntel divulgada hoje mostra Carol De Toni na frente, com 30,7% no consolidado dos dois votos para o Senado, Esperidião Amin em seguida com 20,1%, e Carluxo em terceiro, com 18,3%. No primeiro voto, ele tem 19,8%; no segundo, cai para 16,9%. Traduzindo: até quando o eleitor catarinense pensa pela segunda vez, a empolgação diminui.
E tem mais. A própria pesquisa mediu a percepção sobre sua eventual candidatura ao estado: 50% a veem como oportunismo político contrário aos interesses de Santa Catarina. Entre os mais jovens, essa impressão explode. É uma façanha: o sujeito consegue parecer forasteiro até num país em que a família inteira vive vendendo patriotismo em prestações.
O mais engraçado é o conjunto da obra. Carlos Bolsonaro é aquele personagem que fala pouco, insinua muito, posta como quem sabe de um segredo de Estado, faz cara de esfinge gripada e circula pela política como se estivesse sempre a dois stories de revelar a verdade final sobre tudo. No fim, entrega só a mesma velha mercadoria da seita: sobrenome, ressentimento e terceirização de domicílio eleitoral.
Santa Catarina, ao que parece, olhou para o pacote e respondeu com a delicadeza possível: obrigado, mas esse enrustimento messiânico importado do Rio já veio com defeito de fábrica.
Carluxo é um mistério, sim. Mas não desses que fascinam. Desses que o sujeito abre a porta, olha, estranha o cheiro e fecha de novo.
Julio Benchimol Pinto



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