As Pombas de Raimundo Correia os Versos de Achel Tinoco
Quais as pombas de Raimundo Correia,
vão-se dezenas de versos, sem demora,
deixando para trás quem ainda chora,
a calçar, nos dois pés, um pé de meia.
Nenhum deles levou as mágoas embora,
deixando incrédulo o sonhador ingênuo
a fazer desses sonhos um poema pleno,
de recolher as asas no correr das horas.
O coração, enternecido, levantou voo,
sem se importar com o que se copiou,
nem por que os sonhos foram à aurora.
Engolia, na madrugada, o copo cheio,
e, insone, a pena rígida cortava ao meio
os versos que fiz por ti a qualquer hora.
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Achel Tinoco



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