A Republica Brasileira Acaba de Descobrir uma Nova Categoria Institucional: A Mala Vip
Segundo a imprensa, a PF investiga a entrada no Brasil de malas que teriam passado por fora do raio-X em voo privado vindo de São Martinho, no Caribe, em avião de Fernandin OIG, empresário das bets e personagem da CPI do Jogo do Tigrinho.
A bordo estavam Hugo Motta, presidente da Câmara, Ciro Nogueira e outros líderes partidários.
O caso foi parar no STF porque envolve autoridades com foro. A suspeita investigada é de facilitação de contrabando ou descaminho e prevaricação.
Calma, ainda não se sabe publicamente a quem pertenciam as malas nem o que havia nelas. Mas a pergunta é óbvia demais para ser tratada como fofoca de aeroporto: desde quando bagagem de voo internacional privado, vindo de paraíso fiscal, em jatinho de empresário das bets, pode escapar da fiscalização normal?
O brasileiro comum tira cinto, relógio, notebook, sapato e quase a autoestima para embarcar.
Já no andar de cima, aparentemente, a mala ganha imunidade parlamentar antes mesmo de passar pelo raio-X.
Hugo Motta diz que cumpriu todos os protocolos. Ótimo. Então que se descubra logo quais protocolos são esses.
Porque, quando se juntam paraíso fiscal, bet, jatinho, político graúdo e mala sem inspeção, o mínimo que a República deve fazer é ligar o aparelho.
O raio-X, no caso, não é só da bagagem, mas também do poder.
Julio Benchimol Pinto



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