O Patriotismo Bolsonarismo Sempre Foi de Fantasia; O Servilismo, Este Sim, É Real

 Flávio Bolsonaro disse ter enviado aos Estados Unidos um relatório de inteligência classificado como reservado, produzido por forças de segurança brasileiras, sobre facções criminosas e suas conexões internacionais.

Pensem bem no tamanho disso.


Não se trata de mandar link de notícia para amigo gringo; trata-se, em tese, de repassar a autoridades estrangeiras informação sensível do Estado brasileiro, fora do canal institucional próprio, sobre tema que envolve segurança pública, inteligência, soberania e política externa.


É a cara moral e política do bolsonarismo em estado puro: uma família que vive berrando pátria, bandeira e soberania, mas se ajoelha com entusiasmo diante de qualquer poder estrangeiro que possa servir ao seu projeto de poder. O patriotismo deles sempre foi de fantasia; o servilismo, este sim, é real.


Jair passou anos batendo continência para a bandeira dos EUA. Eduardo sonhou ser embaixador porque puxar saco em português já estava pequeno demais. Flávio agora aparece associado à remessa de informação reservada a autoridades americanas. E os discípulos repetem o mesmo vício: vendem submissão como geopolítica, vassalagem como estratégia, entreguismo como se fosse grandeza.


O mais grave é que isso não é apenas ridículo; é perigoso.


Relatórios de inteligência não carregam só conclusões; podem expor prioridades do Estado, linhas de investigação, leituras estratégicas, alvos monitorados, conexões em apuração. Quando esse tipo de material sai do circuito adequado, o dano potencial não é abstrato; pode comprometer investigações, constranger o Brasil diplomaticamente e abrir espaço para pressão externa sobre decisões que cabem ao próprio Estado brasileiro.


E tudo isso em nome de quê?


Da compulsão bolsonarista por buscar tutela estrangeira. Sempre que lhes falta povo, sobra bajulação; sempre que lhes falta argumento, aparece um padrinho lá fora; sempre que falam em defender o Brasil, convém checar de qual Brasil estão falando, porque normalmente não é o nosso.


        Julio Benchimol Pinto

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