Gutemberg Fonseca Homem de Confiança de Flavio Bolsonaro, Representante Politico Seu no Governo Cláudio Castro
A Polícia Federal fez o que lhe cabe: investigou e prendeu. Na Operação Anomalia, disse que havia um núcleo criminoso dedicado à negociação de vantagens indevidas e à venda de influência para favorecer interesses ligados ao tráfico, dentro de uma força-tarefa voltada justamente a desarticular conexões entre facções, agentes públicos e operadores do poder no Rio. Entre os presos estava Alessandro Pitombeira Carracena.
Agora entra a parte que não cabe à PF escrever, mas cabe a qualquer analista minimamente alfabetizado enxergar: Carracena não brotou do chão. Segundo reportagens convergentes, ele foi levado ao governo por Gutemberg Fonseca, aliado de Flávio Bolsonaro. E Gutemberg não é figurante perdido na multidão. Reportagens o descrevem como homem de confiança de Flávio, espécie de representante político seu no governo Cláudio Castro.
A história piora quando se olha a Operação Zargun. As reportagens relatam que diálogos obtidos pela PF mencionam um encontro entre Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão, apontado pela PF como integrante do Comando Vermelho, e Gutemberg Fonseca, para apresentação de demandas e pedido de cobertura política. O próprio Carracena disse à PF que soube dessa reunião pelo próprio Gutemberg. Gutemberg negou. Mas negar, em Brasília e no Rio, virou modalidade esportiva.
E tem mais uma camada que destrói a conversa fiada do acaso: em março de 2026, o PlatôBR informou que Gutemberg, mesmo sob o peso desse caso, seria candidato a deputado federal com apoio de Flávio Bolsonaro. Ou seja, não se trata de um conhecido remoto, um ex-amigo de infância ou um sujeito que passou pela foto errada no churrasco errado. Trata-se de alguém politicamente abrigado no entorno de Flávio antes, durante e depois do escândalo.
Foto: Flávio Bolsonaro ao lado de Gutemberg Fonseca e do ex-deputado TH Joias, em evento realizado em Búzios.
Julio Benchimol Pinto





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