O Celular Que Sumiu Na Hora Errada
A história ficou melhor - e pior.
Em 5 de setembro, Flávio Dino autorizou busca contra Cezinha de Madureira, incluindo a apreensão de seu celular. Em 11 de setembro, Cezinha disse que o aparelho havia sido furtado. Em 14, a PF bateu à porta. O celular, claro, já não estava lá.
A primeira notícia dizia que Cezinha nem B.O. tinha feito. Errado. O B.O. existe. O próprio Metrópoles corrigiu a informação depois que o deputado apresentou o documento.
E é aí que a história fica realmente interessante. A pergunta não é mais SE existe B.O., mas QUANDO ele foi registrado.
Até agora, não encontrei fonte pública que revele o carimbo exato de data e hora do protocolo.
Se foi feito antes da operação, é um dado importante em favor da versão do furto. Se foi feito depois, nasce outra pergunta - bem maior.
E estamos falando do telefone de um deputado investigado pela PF por suposto tráfico de influência, que também articulou o encontro entre Daniel Vorcaro e André Mendonça.
O mistério agora cabe num detalhe minúsculo: DATA, HORA e PROTOCOLO. Porque, neste caso, até o B.O. precisa de álibi.
- Julio Benchimol Pinto



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