O Problema Já Não É Saber Se Vorcaro Conhecia Moraes, Mas O Que Moraes Fazia Por Vocaro
O caso Master acaba de ficar ainda mais indigesto.
A PF encontrou uma rotina de encontros reservados entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes. Não era um cafezinho perdido no calendário. Vorcaro avisava à filha, à namorada e a funcionários que estava “com Alexandre” ou “com o ministro”.
Até aí, proximidade. Crime, não.
Então vieram as mensagens.
Às vésperas da prisão, Vorcaro procura Moraes para discutir justamente a operação da PF. Pergunta se poderiam “reverter” a situação com Gonet ou Andrei Rodrigues, pede ajuda para atrasá-la, quer saber se Galípolo sabia e pergunta se deveria estar fora do país.
No dia da prisão, pergunta se Moraes conseguira obter notícia ou “bloquear” alguma coisa.
E algumas respostas de Moraes desapareceram porque eram de visualização única.
Agora siga o dinheiro.
O escritório de Viviane Barci tinha contrato milionário com o Master. Cerca de R$ 80 milhões foram pagos e Vorcaro tratava esses pagamentos como prioridade.
O próprio Moraes editou a minuta do contrato. A explicação é que verificava impedimentos legais.
E surgem mais duas peças.
Vorcaro autorizou pessoalmente cartões do Master para dois filhos de Moraes, com limite de R$ 300 mil para cada um.
E sua holding acertou pagar R$ 50 milhões em serviços jurídicos ao escritório de Viviane mediante cotas de sociedades ligadas a um jato Legacy 650 e um helicóptero Airbus.
Cartão não é presente. Pagamento em aeronave não é automaticamente ilícito.
Mas chega uma hora em que chamar tudo isso simplesmente de “relação profissional da esposa” começa a exigir mais fé que prova.
A pergunta decisiva continua sem resposta: quando Vorcaro pediu ajuda contra PF, PGR e Banco Central, Moraes fez alguma coisa?
André Mendonça mandou aprofundar a investigação.
Ótimo. Agora queremos uma única régua: Moraes, Lulinha, Flávio Bolsonaro, Gonet, Andrei - quem aparecer nas provas, que seja investigado.
Sem santos, sem inimigos escolhidos.
Siga-se a prova. E siga-se o dinheiro.
- Julio Benchimol Pinto



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