Bolsonaro Finalmente Conseguiu Financiamento Público Para O Cinema

   

Só apareceu um pequeno problema no roteiro: a Polícia Federal.


Por decisão de Flávio Dino, a PF cumpriu 49 mandados numa investigação sobre recursos de emendas de Mário Frias que, depois de uma pequena excursão pelo sistema financeiro brasileiro, teriam chegado à produtora de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro.


O enredo é sofisticado: dinheiro público entra numa ONG, passeia por empresas, troca de bolso algumas vezes e R$ 750 mil acabam na produtora do filme.


O Coaf ainda encontrou movimentações de R$ 19 milhões nas contas da empresa.


É o chamado cinema de autor. Só falta descobrir quem é o autor.


A PF também apreendeu sete armas e o celular de Mário Frias. Dino proibiu 29 investigados de deixar o país e de conversar entre si.


E então surge Flávio Bolsonaro, candidato a presidente, denunciando uma “terceira facada”.


Já perdemos a conta das facadas, mas esta é provavelmente a primeira em que apareceram no cenário emendas parlamentares, ONG, produtoras, armas, Coaf e um filme sobre o próprio pai.


Hollywood jamais ousaria tanto. Bollywood, talvez. Bolsonarowood, certamente.


- Julio Benchimol Pinto

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