Michelle x PL Ceará x Ciro Gomes: O Triângulo Amoroso Que Ninguém Pediu


O Brasil anda tão surreal que agora temos Michelle Bolsonaro, o PL e Ciro Gomes num enrosco que parece escrito por Ariano Suassuna depois de três copos de cachaça e um ataque de ironia divina.


Michelle subiu no palco em Fortaleza e, do nada, virou síndica da direita nordestina: “Aliança com Ciro? NÃO DÁ.” A plateia fez aquele “uuuuuh” coletivo digno de final de campeonato de vaquejada.


Só que aí o presidente do PL cearense, André Fernandes - sempre pronto para uma treta - levantou a mão e disse: “Querida… quem mandou conversar com Ciro foi o seu marido.” E pronto. Bastou isso para transformar a política cearense num episódio de Casos de Família: “Meu marido mandou, mas eu não concordo!” “Mas você falou que ele falou!” “Eu falei, mas ele não falou aquilo que você está dizendo que ele disse!”


Enquanto isso, Ciro - recém-tucano, recém-ressuscitado e sempre pronto para uma boa briga - deve estar rindo sozinho, pensando: “Nem na minha fase de coronelismo digital eu sonhei com Michelle me dando palanque…”


A verdade é uma só: o PL está tão perdido no Ceará que conseguiu a façanha de brigar com Michelle e flertar com Ciro no mesmo fim de semana. É o tipo de flexibilidade política que só acontece quando o partido está atrás do PT há 20 anos e topa até pacto com o diabo… desde que seja um diabo que some votos.


O episódio, claro, deixa uma pergunta no ar: Quem manda na direita brasileira hoje? Michelle? Bolsonaro? O diretório do Ceará? Ou o algoritmo do TikTok?


Porque sinceramente: quando a direita começa a tretar porque não sabe se deve beijar a mão de Ciro ou agradar a Michelle, a gente percebe que o conservadorismo está vivendo sua fase emo.


 Júlio Benchimol Pinto 

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