Esposa de Deputado Foragido Afirmou Estar Sendo " Perseguida" Porque tem Que Voltar a Trabalhar
Para quem caiu aqui agora: a esposa de um deputado condenado pelo STF por envolvimento na tentativa de golpe e atualmente foragido nos EUA afirmou estar sendo “perseguida” porque teria sido chamada ao trabalho presencial e porque apresentou atestado médico.
Pois bem. O g1 Roraima trouxe a versão oficial da PGE-RR: o atestado não foi reconhecido, ela faltou a exames presenciais e terá de justificar as ausências. A mesma PGE afirma que ela está em regime presencial desde 2020, por escolha própria.
Traduzindo do juridiquês: atestado médico só produz efeito se cumprir requisitos formais e passar pela perícia oficial do órgão. Se não cumpre, não vale. Se há divergência, há procedimento. Não é Twitter que valida licença funcional.
Servidor público não é demitido por clamor nem blindado por narrativa. Existe processo administrativo, existe contraditório, existe controle. E curiosamente, quem orbitou uma tentativa de ruptura institucional agora invoca garantias legais com fervor.
Eu fico com o básico: documento, número de processo, regra escrita. O resto é performance.
Júlio Benchimol Pinto



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