Não É Diplomacia, é Vira- latismo Puro
Eduardo Bolsonaro foi a Mar-a-Lago fazer o que faz de melhor: latir em inglês com sotaque de vira-lata e dizer que veio “mostrar ao mundo o que acontece no Brasil”. Traduzindo: vender o próprio país como problema para ganhar aplauso fora e palanque aqui.
O sujeito fala em “resgate da democracia” enquanto circula em torno de um governo estrangeiro pedindo validação contra as instituições brasileiras. Patriotismo de buffet: come camarão no tapete vermelho e chama isso de luta pelo Brasil.
E a parte mais patética: ele diz que “na comunidade latina o sentimento é claro”. Claro pra quem? Pra meia dúzia de figurão de evento? Ele se apropria da América Latina como se fosse plateia cativa, mas age como inimigo dela: ataca um artista latino por protestar e se ajoelha para o poder que vive tratando latino como problema.
Bad Bunny protesta, e o Eduardo chama de lacração, porque, no mundo dele, latino bom é o latino calado, e brasileiro bom é o brasileiro que pede bênção em Palm Beach.
No fim, é sempre o mesmo número: tirar selfie com medalhão, posar de estadista e usar o Brasil como moeda de troca. Não é diplomacia, é vira-latismo com terno caro.
Escritor e advogado Julio Benchimol Pinto



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