Brasil Não É Venezuela

 Brasil não é Venezuela, e a eleição de 2026 vai decidir se a gente age como país grande ou vira figurante.

Os EUA voltaram a falar grosso no hemisfério. Chame de Doutrina Monroe repaginada, de Donroe, do que quiser. O recado é simples: quando Washington resolve “arrumar a casa”, sobra pressão para os vizinhos também.


Aí entram Lula e Flávio Bolsonaro.


Lula joga o jogo do peso: soberania com cálculo, sem ajoelhar, sem romper pontes. Pode errar no tom, pode irritar meio mundo, mas parte de uma premissa correta: o Brasil tem tamanho, mercado, parceiros, margem de manobra. Não precisa pedir bênção para existir.


Flávio tende a vender “alinhamento do bem” como se fosse escudo. Alinhamento automático não é parceria, é coleira. E coleira costuma vir com guia, puxão e humilhação, especialmente quando o vento político muda em Washington.


O ponto cego da campanha é este: política externa não é decoração; ela entra no dólar, no emprego, no crédito, na segurança de fronteira. Quem trata isso como guerra cultural ou como nostalgia diplomática está fazendo teatro.


Brasil não é Venezuela, nem satélite, nem quintal. Só precisa eleger alguém que entenda isso antes de ficar tarde demais.

Credito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto

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