Entusiasmo de Rede Social Não Governa Pais
Quando Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Bia Kicis, Carol de Toni e outros bolsonaristas celebram André Ventura, não estão opinando sobre Portugal, estão se olhando no espelho.
O discurso é idêntico, as palavras-chave são as mesmas, o inimigo também: “socialismo”, “hegemonia da esquerda”, “retomada da Europa”, “direita avançando no mundo”. Nada disso descreve a realidade portuguesa. Tudo isso descreve uma internacional iliberal em busca de validação simbólica.
O detalhe revelador é outro: nenhum deles fala em Constituição, Estado de Direito, separação de poderes ou regras do jogo. Falam em “varrer”, “acabar”, “chega de esquerda”. Política tratada como limpeza, não como disputa democrática.
É exatamente por isso que não estamos falando de direita democrática. Direita democrática respeita o adversário, aceita a derrota, governa dentro das instituições. O que vemos aqui é torcida transnacional por um projeto que vive de tensionar a democracia e de acusar o sistema quando perde.
Portugal serviu de palco, mas o público-alvo era outro. E o recado que veio das urnas foi claro: entusiasmo de rede social não governa país.
Credito: Julio Benchimol Pinto



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