sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

O Bolsonarismo virou visita íntima de poder enquanto o clã se engalfinha em público

 


 O bolsonarismo virou visita íntima de poder. Enquanto o clã se engalfinha em público, Tarcísio de Freitas pede autorização ao Supremo Tribunal Federal para ir à Papudinha abraçar o mito encarcerado. Política externa? Não. Política penitenciária.


A cena é perfeita: o governador paulista, que sonha alto, vai ao 19º Batalhão da PMDF prestar solidariedade ao chefe caído. Não é visita de cortesia; é peregrinação. Beija-mão simbólico. Genuflexão institucional. Afinal, quem manda no espólio eleitoral ainda está lá dentro - Jair Bolsonaro -, mesmo depois de ter carimbado apoio ao herdeiro oficial, Flávio Bolsonaro.


O roteiro é conhecido: família em guerra, patriarca preso, aspirantes orbitando a cela como satélites em busca de sinal. A direita brasileira descobriu a política carcerária: quem não visita perde bênção; quem visita, herda votos. Brasília nunca foi tão medieval.


Se autorizado, o encontro sela o óbvio: o bolsonarismo não debate projeto, administra relíquia. O Brasil assiste, o STF autoriza - ou não - e a Papudinha vira sala VIP da sucessão. Quem diria: o Planalto ficou pequeno; a cela, ampla.

Credito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto 

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