Foto: Cly Loylie
Lá no final da tarde, o orvalho desce
Das folhas úmidas... e cai no chão.
São restos de saudade, a contrição,
Que se unem para fazer uma prece.
E o olhar se fixa, longe, umedecido,
Na paisagem fria daquele entardecer.
Espera que não seja o que há de ser:
A dor sentida, o parto, o tempo ido.
As mãos se entrelaçam no ato da fé
De que, amanhã, o sol prevalecerá
Depois da névoa dormente na serra.
A vida, então, mostra-se como ela é,
Porque nenhuma folha tapa o olhar
Que cobre a alma, e nela se enterra.
Credito: Escritor Achel Tinoco
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#alma
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