Soneto de Gandu

 

Por onde andas tu,

Que não me viste chorar?

Escondias-te sob um pé de ingá,

Ou corrias de ver um Gandu? 


Não me queres ver em lágrima

A escorrer do canto o sabiá.

Era uma baga do doce ingá,

Aberta ao sol, à mágoa.


E tu não estavas nem aí;

Estavas a tramar a chuva

Que caía no meu olhar:


Uma tempestade de açaí

Sobre a vinha e a uva

Que ainda vais debulhar.

Crédito: Escritor Achel Tinoco

#GANDU

#soneto

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