A que se resumiu o outro ser humano:
Duas facadas nas costas, por engano,
E um lençol branco por cima do corpo.
A vida que se estancou num segundo,
Retrato cruel de como anda o mundo:
Um homem retalhado como um porco.
E quem, inocente, clama por justiça,
Parte do princípio de toda premissa:
Somos assistidos por um olhar divino.
As mãos se erguem, pedindo ajuda,
Atrás da orelha, um galho de arruda,
Tudo que possa nos dobrar — o sino.
O homem morto caminha aos céus,
É o que nos fizeram acreditar, ó Deus!
Corre cá, vem à capela e nos responde:
Quem desembainhou a lâmina da faca?
Por que o homem, todo dia, se mata?
Aonde tu vais, que não o vês? Aonde?
Crédito: Escritor Achel Tinoco
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