O tamanco com o qual me espanco é manco;
não serve como assento de banco.
Já me fez derramar um pranto,
que caiu enquanto eu o fazia de santo.
Por isso, peguei esse tamanco
e dei-lhe em mim como se me fizesse espanto,
sem eira, nem beira, nem canto;
sofreu tanto até esquecer o desencanto.
Agora, toda vez que levanto,
olho o tamanco e me lembro do pranto
no pé-de-galinha dos olhos em branco.
E assim sigo como um saltimbanco,
que vai pela estrada ao solavanco,
sem saber aonde vai, de tanto
que estou machucado pelo tamanco.
Crédito: Escritor Achel Tinoco
#tamanco
#poesia

Nenhum comentário:
Postar um comentário