Foto: Cly Lovlie
Acorda, que são horas de ver o sol.
Vai ao quintal, despeja o urinol:
A terra o espera para se adubar.
E volta para dentro, lava a cara,
Areia os dentes — a escova ara,
Que o dia já vai por raiar.
Corre, desembrulha a manhã,
Descasca o fruto da romã
E sacia a vida de acontecer.
De meio-dia para a tarde,
Somente a língua que arde,
Quando o sol esmorecer.
A noite chega de repente,
Como sai da casca a semente
Para ser plantada no chão.
Volta à cama, ao seu leito:
O sonho não tarda no peito
De se colher a plantação.
Crédito: Escritor Achel Tinoco

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