Eu não sei o que são povos originários porque, pelo que me consta, somos todos originários de algum lugar, quiçá de uma costela: indígenas, portugueses, holandeses, africanos e, portanto, originários. Não entendo o que muda ao nos definirmos como erva-daninhas invasoras que apenas destroem o meio em que vivemos, sem nunca levantarmos uma parede, ainda que as árvores tenham todas sido derrubadas, sem contestação desses "povos originários", que deveriam ser nós próprios, independentemente da cor dos olhos ou do trançado dos cabelos. A tinta que carregamos na cara já não define a nossa raça, posto que deveríamos ser tão somente povos, originários de nós mesmos e não do mato de onde deveríamos vir, para construir não sei o quê. Pelo menos, que construamos civilidade, cultura, desenvolvimento, e não termos políticos para nos afastarmos uns dos outros, em detrimento dos nossos pais e avós — ainda próximos —, ou dos nossos antepassados que, de alguma forma, nos insuflaram a continuar. Assim sendo, sejamos todos responsáveis pela sobrevivência da nossa espécie, independentemente de qual costela ela tenha sido gerada.
Crédito ' Escritor Achel Tinoco

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