Fé com Politica apresentando Bolsonaro Como Escolhido de Deus
Aqui vão alguns exemplos bem documentados de profecias religiosas feitas por líderes evangélicos alinhados ao bolsonarismo, principalmente entre 2022 e 2023. Elas foram amplamente divulgadas em redes sociais, cultos e eventos, mas a maioria não se concretizou. Elas misturavam fé com política, apresentando Bolsonaro como "escolhido de Deus".
1.Vitória de Bolsonaro nas eleições de 2022 (reeleição garantida por Deus)
Muitos pastores profetizaram que Bolsonaro seria reeleito por intervenção divina, inclusive no 1º turno.
Um pastor da Assembleia de Deus declarou em evento com Bolsonaro presente (abril 2022): "Jesus Cristo dará vitória a Bolsonaro no 1º turno".
Silas Malafaia, Edir Macedo (Universal) e outros líderes influentes afirmaram que Deus havia revelado a vitória de Bolsonaro como "ungido" ou "escolhido". Malafaia chegou a dizer que a reeleição era profecia divina.
Realidade: Bolsonaro perdeu para Lula no 2º turno (48,43% vs 51,57%). Vários pastores depois justificaram como "teste de fé" ou mudaram a narrativa.
2. Intervenção militar divina e retorno imediato de Bolsonaro ao poder
Após a derrota em 2022 e nos acampamentos pós-eleições, pastores mobilizaram fiéis com "revelações" de que Deus ordenaria uma intervenção militar para "restaurar" Bolsonaro.
Documentários e reportagens da BBC mostram pastores como Sandro Rocha e outros com centenas de milhares de seguidores profetizando "guerra santa", intervenção das Forças Armadas por ordem divina, ataque aos Poderes e retorno triunfal de Bolsonaro.
Alguns falaram de "anjos com espadas" ou visões apocalípticas que culminariam no 8 de janeiro de 2023 como "dia da libertação".
Realidade: Nada disso aconteceu. O 8 de janeiro resultou em invasões, prisões em massa e condenações, inclusive de apoiadores religiosos. Não houve intervenção militar.
3. Queda de autoridades opostas (ex: Alexandre de Moraes)
Silas Malafaia profetizou publicamente a "queda" do ministro Alexandre de Moraes em eventos como a Marcha para Jesus.
Outras "profecias" circulavam sobre prisão ou destituição de ministros do STF por "juízo divino".
Realidade: Moraes continua no STF, e decisões contra bolsonaristas (inclusive prisões) prosseguiram.
4. Outros casos menores ou recentes
Pastores usaram vídeos antigos ou "revelações" para dizer que Bolsonaro governaria até 2030 ou que haveria uma "virada" pós-2022.
Em 2025-2026, com a prisão de Bolsonaro, ressurgiram vídeos antigos de profecias sobre "perseguição" que "se cumpririam" com sua volta triunfal — mas até agora, não.
Essas profecias seguem um padrão comum em movimentos messiânicos políticos: usam linguagem bíblica para mobilizar fiéis, mas quando falham, atribuem a "falta de fé" ou "plano maior de Deus". Reportagens mostram como isso ajudou a espalhar desinformação e radicalizar apoiadores.
Credito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Junior



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