domingo, 4 de janeiro de 2026

Quem é a Velhinha de Águas Claras

 Muita gente que chega agora pergunta quem é - ou o que é - a Velhinha de Águas Claras. Então vale explicar.

                          Velhinha de Águas Claras

A Velhinha é uma personagem satírica recorrente. Ela encarna, de forma deliberadamente exagerada e sem pudor, o discurso autoritário que circula no Brasil contemporâneo: o bolsonarismo radical, o punitivismo tosco, o moralismo seletivo, o servilismo externo travestido de patriotismo, a saudade da ditadura e o desprezo aberto pela democracia quando ela atrapalha.


O método é simples: levar a lógica até o fim. Dizer em voz alta o que muita gente pensa ou defende pela metade, com eufemismo ou covardia retórica. A Velhinha não disfarça, não ameniza, não finge contradição. Ela assume tudo. E justamente por isso se torna grotesca.


Nada ali é defesa; é exposição. Nada ali é convite; é espelho.


A sátira funciona assim: quando a ideia é esticada até romper, ela revela sua ossatura moral. Quem reconhece a caricatura entende a crítica. Quem se identifica demais costuma se incomodar. Quem lê tudo ao pé da letra apenas confirma o diagnóstico que a personagem provoca.


A Velhinha não muda de opinião porque ela não é alguém real tentando convencer. Ela é um dispositivo crítico: serve para mostrar onde certas ideias levam quando não encontram limites éticos, institucionais ou democráticos.


Em resumo: a Velhinha não propõe caminhos; ela mostra o abismo.


E segue existindo porque, infelizmente, o material que a inspira continua abundante.

Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto 

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