Corretíssimo: as redes sociais estão dizimando cognitivamente as crianças, que se tornam adultas sem terem sido crianças. Não brincaram, não enxergaram, não se concentraram nos deveres de casa, da escola ou da vida. São zumbis digitais que completaram 15 anos dentro de um quarto, sem compreensão de nada que não sejam imagens e dígitos. É uma geração sem amanhã.
A França discute a adoção de um projeto de lei que visa proibir o acesso de crianças e adolescentes com menos de 15 anos às redes sociais. A proposta surge em meio a crescentes preocupações sobre os impactos do uso excessivo de telas no desenvolvimento cognitivo, emocional e social dos jovens.
Estudos apontam que a exposição prolongada a plataformas digitais pode comprometer a capacidade de concentração, a qualidade do sono, o desempenho escolar e as interações presenciais. Além disso, há riscos associados à exposição precoce a conteúdos inadequados, à dependência digital e ao cyberbullying.
O projeto francês apresenta dois pontos centrais:
1. Tornar ilegal que plataformas de redes sociais ofereçam seus serviços a menores de 15 anos;
2. Proibir o uso de telefones celulares em escolas de ensino médio, ampliando medidas já adotadas em etapas anteriores da educação.
A Austrália, por exemplo, já aprovou legislação que proíbe o uso de redes sociais por menores de 16 anos, impondo multas severas às empresas que não bloquearem contas existentes ou a criação de novas por adolescentes abaixo dessa idade.
No Brasil, embora existam discussões sobre a responsabilidade das plataformas e a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, ainda não há uma política clara ou uma legislação específica que restrinja o acesso de menores às redes sociais de forma efetiva.
Mas cabe também aos pais a proteção de seus filhos, e que não os deixem permanentemente com um celular nas mãos sob a desculpa de que assim ficam comportados. Uma mente mal gerida e mal-educada torna-se incontrolável: um carro sem freios, ladeira abaixo.
Crédito: Escritor Achel Tinoco

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