Valdemar Virou Empresário De Festa Junina Com Dinheiro Público
A Polícia Federal diz que emendas atribuídas a Valdemar Costa Neto - presidente do PL, sem mandato parlamentar - financiaram shows em cidades do interior.
Em Iepê, Traia Véia e Thaeme & Thiago; em Guaimbê, Thaeme & Thiago de novo; em Cafelândia, repeteco; em Macedônia, Mariana Fagundes.
Valdemar, pelo visto, não distribuía apenas poder; montava grade artística.
O problema não está nos cantores, nas festas nem nas cidades, mas no cidadão que, segundo a investigação, teria comandado emendas sem ter recebido um único voto para isso, enquanto parlamentares apareciam no papel como autores de encomenda.
É o orçamento secreto em ritmo sertanejo: o povo paga, o deputado empresta o nome, Valdemar escolhe o destino e alguém sobe ao palco.
Bolsonaro prometeu acabar com a velha política; terminou filiado ao PL, abraçado ao Centrão e com o presidente do partido, segundo a PF, administrando R$ 119 milhões em emendas como quem fecha agenda de rodeio.
Faltava apenas o locutor anunciar: “Alô, Brasil! Esta festa tem o patrocínio de vocês e a curadoria de Valdemar Costa Neto.”
Júlio Benchimol Pinto



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