Flávio E O Coral Dos Amigos Sinceros
Uma amiga minha disse que não viu fogo amigo, só amigo. Exato. O problema é que todos chegaram à confraternização carregando gasolina.
Valdemar Costa Neto anunciou que Flávio Bolsonaro entrou na disputa sem estar preparado. O Republicanos respondeu com “frustração” e tendência à neutralidade. Agora Ciro Nogueira informa que o PP ficará fora da candidatura de Flávio no primeiro turno.
Com aliados assim, a oposição pode tirar férias.
Flávio foi lançado pelo pai como herdeiro automático de um espólio político, desses em que ninguém quer examinar as dívidas antes de assinar o inventário. Imaginava receber partidos, palanques, tempo de televisão e uma vice embrulhada para presente. Recebeu ressalvas, recusas e dirigentes disputando quem abandona o navio com maior elegância.
A vaga de vice já parece cadeira elétrica: todo mundo elogia de longe, mas ninguém aceita sentar.
A pré-campanha virou uma espécie de chá de revelação. A cada convidado que abre a caixa, sai uma fumaça diferente: despreparo, frustração, neutralidade, distância regulamentar.
Flávio queria herdar o Brasil. Até agora, herdou o sobrenome, o PL e uma fila crescente de “amigos” explicando à imprensa por que preferem não aparecer na fotografia.
Júlio Benchimol Pinto



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